segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

História concisa do Brasil


Hoje, 17 de fevereiro de 2017, conclui a leitura de História concisa do Brasil de Boris Fausto(3.ed, São Paulo, Editora da USP, 2015), após a leitura de 1808 de Laurentino Gomes.

O título, por si só, dispensa boa parte de comentários. No entanto, ressaltamos os comentários em relação às características da atual população brasileira quando diz: “O país vive hoje o que se chama de janela de oportunidade demográfica, que deve se fechar em 2030. A taxa de crescimento da população brasileira desacelerou rapidamente nas últimas duas décadas, e sua composição etária está mudando velozmente: cresce a proporção de adultos em relação à de crianças; a de idosos também aumenta, mas em velocidade menor que a dos adultos em idade ativa, Enquanto durar esse processo, o Brasil viverá o mais auspicioso período para gerar maior riqueza – e melhor distribuí-la. Para aproveitar essa oportunidade, falta ao país aumentar sua taxa de investimento em capital físico e em capital humano.” Atualmente, vivemos algumas consequências do que foi abordado por Boris Fausto, enfrentando os abusos das regras impostas ao novo modelo previdenciário.

Os comentários do autor também nos remete às observações quanto às cobranças abusivas a que submetem a população majoritária, paradoxalmente contrastando com as justificativas que fundamentam tais abusos com os reais destinos dos recursos oriundos das explorações, como é o caso da polêmica poupança forçada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

As conclusões também apontam a desgastante impressão sobre as elevadas taxas tributárias e seu despezível retorno social, bem como suas consequências obvias do desequilíbrio entre as vultuosas arrecadações e suas reais e insignificantes aplicações, como por exemplo a ausência de investimento em capital humano que atenda as exigências comerciais de mão de obra qualificada no país, entre outras.


A abordagem que o autor adota, trata de temas como: a evolução do direito ao voto, o processo de abolição do sistema de escravatura, etc, obedecendo a ordem cronológica do contexto histórico brasileiro.

Próxima leitura: "Pais brilhantes, professores fascinantes."
A leitura integral é um ambiente fértil aos inquietos observadores das históricas ações governamentais que contrastam os planos, metas, programas, com seus objetivos, independente do sistema político adotado, com a efetivação dos mesmos, sempre em detrimento da exploração de seu povo com ênfase nas classes menos favorecidas.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Afrocentricidade

Em princípio, gostaríamos de salientar que esta síntese está restrita ao "Afrocentrinsmo" de Reiland Rabaka e "Conexões da diáspora africana: uma resposta aos críticos da afrocentricidade" de Mark Christian.

O autor, auto referencia-se e esforça-se ao propósito de distinguir a Filosofia Africana da Teoria crítica africana.

"... a que eu humildemente criei e denominei teoria crítica Africana." (Reiland Rabaka)

Em sua fundamentação, destaca um conjunto de intelectuais radicais em favor da defesa da cultura negra Africana e de toda diáspora africana. Inatingíveis, seguem intocáveis como ávidos revolucionários e ativistas, como deve se comportar o seleto grupo de afrocentristas, pois assim descrevem ... a afrocentricidade se constrói sobre o pensamento e a prática de muitos intelectuais ativistas. (vários teóricos).
"Tem raízes profundas no radicalismo negro das eras 1960, inspirando-se em teóricos ativistas sociais e políticos dos Direitos civis e do poder negro." (p.130)

Comporta-se como uma sociedade blindada pois "... os africanos devem deixar de olhar e imitar os europeus e seus costumes." (p.132)

Como descreve W.E.B. Du Bois (1973, p. 144) "Os povos da africa e da diáspora africana tem uma grande mensagem que são: os métodos desenvolvidos para enfrentar a escravidão e lutar contra o preconceito, e não esquecê-lo para que sirvam de instrução a nós e aos outros."

Reflexão:

A mesma história que resgata nossas raízes, valores, costumes, tradições, não nos poupa das passagens sórdidas reveladas em várias ações da história da humanidade, entre elas a escravidão de negros, índios e outros povos vulneráveis em cada época e lugar geográfico sempre atendendo aos interesses econômicos convenientemente indissociáveis do poder e ambição, suprimindo, entre tantos outros valores, os desejos sociais, políticos e espirituais Africanas. Tomamos o legado negro como exemplo, por sua inegável e incomparável passagem desumana que a escravidão e a segregação os relegaram. Contudo, muitos prendem-se aos fatos passados ao ponto de mascarar o sofrimento da subordinação às exigências sufocantes dos diversos interesses atuais. A enorme carga tributária justificada pela necessidade comporta-se como um verdadeiro paradoxo frente ao desrespeitoso retorno. Vivemos sufocados ao ponto de muitos não resistirem aos convidativos e inevitáveis comportamentos criminalmente reprimidos tornando numericamente comuns as práticas corruptivas. Essas mazelas da humanidade age indiferente ao credo, raça e sexo, mantendo-nos desprezíveis escravos dos sistemas políticos a muito falíveis e desumanos. A dedicação aos estudos sobre os preconceitos é indiscutível, sobretudo quando não privilegia ou desvaloriza outrem no espaço e no tempo.

Seja qual for a linha filosófica, o respeito age inquestionável, indispensável e se mantem acima de qualquer visão demagoga.

Link da trilha sonora utilizada na apresentação do tema: https://www.youtube.com/watch?v=8N18afUuOKc

Palávras: diáspora, escravidão, afrocentricidade, origem e ascendência africana,

Diáspora - dispersão de povo em consequência de preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Arquiteturas

Reflexões

Dos estilos literários que me atraem, os que são baseados em fatos históricos despertam mais atenção. Finalizei o ano de 2016 concluindo a leitura do livro 1808 do repórter e escritor paranaense, Laurentino Gomes. Esta obra trata da fuga do rei D. João VI ao Brasil no período das investidas de Napoleão Bonaparte.

Ultimamente, tenho despertado especial atenção  às passagens que dizem respeito a arquitetura, de alguma forma, presente nos respectivos períodos históricos e me intriga os comentários depreciativos proferidos aos estilos e modelos arquitetônicos ou ao aspecto das mobílias e suas disposições independentes ou compondo uma decoração que, por não atender aos gostos particulares descritas em algumas críticas, se propagam ganhando atenção dos leitores. Por vezes, temos alguma sorte de constatar in loco a surpresa da decepção dos comentários enraizados, contrariando suas expectativas construídas.

As conclusões secundárias que extraímos desperta a atenção quanto ao tratamento aos gostos e interesses particulares dos clientes do setor da construção civil. Por vezes, a presença do especialista não é revelada nas características físicas da obra, mas na arte de conciliar os interesses dos clientes com as exigências salutares que uma construção deve oferecer, entre elas a aparência estética que, literalmente, proporciona um ar de conforto.




 

pág. 262 e 263 - comentários sobre a arquitetura do Rio de Janeiro na época da chegada da família real portuguesa ao Brasil;

pág. 195 e 196 - "...as residências cariocas tinham janelas em estilo mourisco, chamadas rôtulas ou gelósias."

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Mensagem natalina


Estamos ao fim de mais um ano cristão. Muitos enfrentaram turbulências de diversas naturezas e magnitudes. Muitos conseguiram sair da tempestade e alguns ainda estão enfrentando os desafios da vida. Enfim, vamos avançando a cada dia na única certeza de estar cumprindo nossa jornada.
Àqueles com a qual, direta ou indiretamente, tivemos a honra de compartilhar nosso dia a dia, esperamos ter contribuido positivamente, seja com os produtos que trabalhamos, com os serviços que prestamos ou mesmo em nosso convívio social adjacente.

Produtos que trabalhamos:

Produtos Mahogany: uma linha de produtos cosméticos que temos satisfação em trabalhar por suas atrativas qualidades tornando o astral de seu dia, e daqueles que estão em seu meio, mais feliz;




e outras linhas de cosméticos como (Hinode, Boticário, etc)

Produtos Handara: uma linha de confecção que oferece excelência na área, conforto e o prazer de vestir-se bem;




Depósito J. Trindade: oferecendo materiais de construção e contribuindo com a satisfação de seu bem estar;

Serviços que desenvolvemos:

Como profissional do setor pedagógico com habilidades em matemática, além de atuar como funcionário público da rede estadual e serviços particulares em diversas faculdades, mantemos a prestação de serviços particulares(aulas particulares) na Academia Galileu.



Convívio social:

Tufimel (Mel de Tufilândia): um hobbie prazeroso e que produz produtos inquestionáveis como o mel, considerado de natureza real pelas suas qualidades. Brevemente, teremos a oportunidade de publicar nosso trabalho envolvendo a invejável cultura das abelhas(Apicultura).

Construções de todo o Grupo Trindade: onde passamos boa parte do tempo em contato com nossos colaboradores da área da construção civil;

IFMA Santa Inês e outras instituições: onde desenvolvemos e socializamos nossas competências e habilidades acadêmicas em matemática, engenharia civil e outras áreas afins;

NTE - Núcleo de Tecnologias Educacionais de Santa Inês e URE - Unidade Regional de Educação de Santa Inês onde realizamos nossos serviços como funcionário público da rede estadual de ensino do Maranhão.


Independente de alguma relação comercial, ou laço de convivência, desejamos a todos o conforto e a sensação de cumplicidade imbuídos do espírito de paz, confraternização e altruísmo emanado no período natalino e manifestar nossos desejos fraternos de um futuro cada vez melhor.



Feliz ano novo. Feliz 2017
Votos de Jeofton Trindade e família.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Pimenta



Segundo a literatura, as pimentas variam entre 20 e 30 espécies e das quais apenas 5 são domesticadas. São originárias das Américas do sul e central e constam serem conhecidas a mais de 7000 anos a. C., apontando entre as primeiras plantas a serem domesticadas. Grosseiramente, os ameríndios a utilizavam para tornar a ingestão de carnes e cereais mais atraentes.

A introdução da espécie nos hábitos e costumes alimentares dos europeus, asiáticos e africanos só aconteceu após o descobrimento das Américas, onde os descobridores associaram a ardência de algumas amostras à conhecida pimenta preta(pimenta do reino) já velha conhecida e sua chegada nos demais continentes foi rapidamente absorvido pelo setor de alimentos, principalmente nas regiões das Filipinas, Índia, Coréia, China e Japão, onde foram incorporadas à culinária dessas regiões quase instantaneamente.

Possuíam, também, a função de preservar os alimentos da contaminação por bactérias e fungos, contribuindo para a saúde, a longevidade e a manutenção da capacidade produtiva daquela gente. Seu emprego tornou-se característico da culinária da América Tropical.

Os registros históricos de suas origens conferem às regiões do Peru, Bolívia e México onde os índios, astecas e maias deixaram vestígios de muitos hábitos de consumo com finalidades medicativas e/ou alimentares. Os próprios fazendeiros astecas desenvolveram diversas variedades.

As pimentas devem ser classificadas pelas flores e não pelos frutos e sofrem variações de acordo com o clima da região do seu cultivo.



 Vale ressaltar as ações metabólicas da pimenta, descrita na Wikipédia:

"A ação da pimenta e seus efeitos no metabolismo humano acontecem da seguinte forma: quando uma pessoa ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina estimula os receptores sensíveis existentes na língua e na boca. Ao serem atingidos quimicamente por tais substâncias, esses receptores nervosos transmitem ao cérebro uma mensagem informando que a sua boca estaria sofrendo queimaduras. Imediatamente o cérebro gera uma resposta ordenando ações no sentido de salvá-lo do suposto fogo e, com isso, vários agentes entram em cena para refrescá-lo: a pessoa começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação de que sua boca estaria pegando fogo, começa a fabricar endorfinas que permanecem por um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar.

Além da coloração intensa e dos sabores picantes, associados aos caprichos e à sedução, a pimenta historicamente tem sido considerada como um suposto afrodisíaco. Já no século XVI era proibida aos jovens sob a suspeita de estimular a sensualidade. Mas tudo isso surpreendentemente pode ter fundamentos razoáveis, uma vez que a capsaicina, ao provocar o aumento dos níveis de endorfina, faz com que o sistema nervoso central responda com uma agradável sensação de prazer e bem-estar, além de elevar a temperatura corporal e ruborizar a face, condições propícias ao afloramento espontâneo da sensualidade."

As pimentas contêm mais vitamina A que qualquer outra planta e são excelentes fontes de vitamina C e B, como  também quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos. Mas as pessoas não consomem pimenta pelas suas vitaminas ou minerais e sim por ser aromática e picante.

Em recentes estudos, cientistas ingleses e japoneses  concluíram que incluindo uma pequena quantidade de pimenta às refeições,  o organismo queima 25 % a mais de calorias por dia. As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo e este  efeito térmico faz com que aproximadamente 6  gramas de pimenta queimem cerca de 45 calorias.

O que confere o sabor e a ardência às pimentas são compostos químicos, principalmente a piperina e a capsaicina, encontrados em maior quantidade na parte externa dos frutos, muito pouco internamente e nada nas sementes.

Outra descoberta recente é que a capsaicina tem efeito anticancerígeno. As propriedades terapêuticas da pimenta é conhecida desde a Antiguidade. Hipócrates (460-377 a.C) já prescrevia a pimenta  para combater doenças estomacais.

As pimentas vermelhas são superiores em sabor às verdes. Toda pimenta muda de cor no processo de sua maturação, indo do verde para outra matiz, principalmente o amarelo e o vermelho.

Algumas propriedades tratadas no site Pimenta Murupi:

  • Rica em vitamina A, B1, B2, C, E e niacina
  • Tem propriedades analgésicas e energéticas
  • Reduz a formação de coágulos no sangue e é vasodilatadora
  • Atua no cérebro estimulando a produção de endorfina, hormonio que produz a sensação de bem estar
  • A capsaicina tem ação antioxidante, antiinflamatório e anti-câncer
  • A capsaicina adicionada à dieta pode reduzir o desejo de comer, sendo benéfico ao tratamento da obesidade


As pimentas devem ser classificadas pelas flores e não pelos frutos e sofrem variações de acordo com o clima da região do seu cultivo. Tornaram-se muito apreciadas por diversas funções e finalidades, entre elas a função ornamental das pimenteiras que conquistaram um público de apreciadores por sua variedade de cores atrativas.

Atualmente, estou cultivando uma espécie de pimenteira de mesa. Seu porte é muito pequeno, permitindo disponibilizá-las de acordo com os interesses e bom gosto pessoal, sugestivamente sobre mesas para consumo e apreciação. Conforme sugestões de especialistas, destacamos algumas atitudes bastante sensatas e preventivas, como o descarte da primeira safra, pois os fornecedores, geralmente, usam agrotóxicos que ficam depositados sobre os frutos.

Conclusões da postagem de Maurício Félix em "Pimentas ornamentais - comestíveis ou não":
  1. Pimentas produzidas como ornamentais correm o risco de conter elevados índices de agrotóxicos. A primeira safra não deve ser comida;
  2. para evitar que a planta morra os frutos devem ser retirados, assim que mostrar sinais de que a planta está enfraquecendo;
  3. nunca se deve comer algo que não se conhece, mesmo pimenta; 
  4. nomes de plantas são muito subjetivos.






Referências:

http://www.pimentasonline.com/pimentopedia/historia-e-origem-da-pimenta

https://pimentadojamal.com.br/a-historia-da-pimenta/

http://bomsabor.com.br/blog/historia-e-origem-da-pimenta/

http://confrariadapimenta.com/a-historia-da-pimenta-no-mundo/

http://www.molhosabia.com.br/blog/origem-e-historia-da-pimenta/

http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-pimenta.html

http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-pimenta.html

http://pimentamurupi.com.br/a-historia-da-pimenta/

http://www.novojardim.com/006pimentas-ornamentais-comestiveis-ou-nao/