sábado, 7 de janeiro de 2017

Afrocentricidade

Em princípio, gostaríamos de salientar que esta síntese está restrita ao "Afrocentrinsmo" de Reiland Rabaka e "Conexões da diáspora africana: uma resposta aos críticos da afrocentricidade" de Mark Christian.

O autor, auto referencia-se e esforça-se ao propósito de distinguir a Filosofia Africana da Teoria crítica africana.

"... a que eu humildemente criei e denominei teoria crítica Africana." (Reiland Rabaka)

Em sua fundamentação, destaca um conjunto de intelectuais radicais em favor da defesa da cultura negra Africana e de toda diáspora africana. Inatingíveis, seguem intocáveis como ávidos revolucionários e ativistas, como deve se comportar o seleto grupo de afrocentristas, pois assim descrevem ... a afrocentricidade se constrói sobre o pensamento e a prática de muitos intelectuais ativistas. (vários teóricos).
"Tem raízes profundas no radicalismo negro das eras 1960, inspirando-se em teóricos ativistas sociais e políticos dos Direitos civis e do poder negro." (p.130)

Comporta-se como uma sociedade blindada pois "... os africanos devem deixar de olhar e imitar os europeus e seus costumes." (p.132)

Como descreve W.E.B. Du Bois (1973, p. 144) "Os povos da africa e da diáspora africana tem uma grande mensagem que são: os métodos desenvolvidos para enfrentar a escravidão e lutar contra o preconceito, e não esquecê-lo para que sirvam de instrução a nós e aos outros."

Reflexão:

A mesma história que resgata nossas raízes, valores, costumes, tradições, não nos poupa das passagens sórdidas reveladas em várias ações da história da humanidade, entre elas a escravidão de negros, índios e outros povos vulneráveis em cada época e lugar geográfico sempre atendendo aos interesses econômicos convenientemente indissociáveis do poder e ambição, suprimindo, entre tantos outros valores, os desejos sociais, políticos e espirituais Africanas. Tomamos o legado negro como exemplo, por sua inegável e incomparável passagem desumana que a escravidão e a segregação os relegaram. Contudo, muitos prendem-se aos fatos passados ao ponto de mascarar o sofrimento da subordinação às exigências sufocantes dos diversos interesses atuais. A enorme carga tributária justificada pela necessidade comporta-se como um verdadeiro paradoxo frente ao desrespeitoso retorno. Vivemos sufocados ao ponto de muitos não resistirem aos convidativos e inevitáveis comportamentos criminalmente reprimidos tornando numericamente comuns as práticas corruptivas. Essas mazelas da humanidade age indiferente ao credo, raça e sexo, mantendo-nos desprezíveis escravos dos sistemas políticos a muito falíveis e desumanos. A dedicação aos estudos sobre os preconceitos é indiscutível, sobretudo quando não privilegia ou desvaloriza outrem no espaço e no tempo.

Seja qual for a linha filosófica, o respeito age inquestionável, indispensável e se mantem acima de qualquer visão demagoga.

Link da trilha sonora utilizada na apresentação do tema: https://www.youtube.com/watch?v=8N18afUuOKc

Palávras: diáspora, escravidão, afrocentricidade, origem e ascendência africana,

Diáspora - dispersão de povo em consequência de preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Arquiteturas

Reflexões

Dos estilos literários que me atraem, os que são baseados em fatos históricos despertam mais atenção. Finalizei o ano de 2016 concluindo a leitura do livro 1808 do repórter e escritor paranaense, Laurentino Gomes. Esta obra trata da fuga do rei D. João VI ao Brasil no período das investidas de Napoleão Bonaparte.

Ultimamente, tenho despertado especial atenção  às passagens que dizem respeito a arquitetura, de alguma forma, presente nos respectivos períodos históricos e me intriga os comentários depreciativos proferidos aos estilos e modelos arquitetônicos ou ao aspecto das mobílias e suas disposições independentes ou compondo uma decoração que, por não atender aos gostos particulares descritas em algumas críticas, se propagam ganhando atenção dos leitores. Por vezes, temos alguma sorte de constatar in loco a surpresa da decepção dos comentários enraizados, contrariando suas expectativas construídas.

As conclusões secundárias que extraímos desperta a atenção quanto ao tratamento aos gostos e interesses particulares dos clientes do setor da construção civil. Por vezes, a presença do especialista não é revelada nas características físicas da obra, mas na arte de conciliar os interesses dos clientes com as exigências salutares que uma construção deve oferecer, entre elas a aparência estética que, literalmente, proporciona um ar de conforto.




 

pág. 262 e 263 - comentários sobre a arquitetura do Rio de Janeiro na época da chegada da família real portuguesa ao Brasil;

pág. 195 e 196 - "...as residências cariocas tinham janelas em estilo mourisco, chamadas rôtulas ou gelósias."

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Mensagem natalina


Estamos ao fim de mais um ano cristão. Muitos enfrentaram turbulências de diversas naturezas e magnitudes. Muitos conseguiram sair da tempestade e alguns ainda estão enfrentando os desafios da vida. Enfim, vamos avançando a cada dia na única certeza de estar cumprindo nossa jornada.
Àqueles com a qual, direta ou indiretamente, tivemos a honra de compartilhar nosso dia a dia, esperamos ter contribuido positivamente, seja com os produtos que trabalhamos, com os serviços que prestamos ou mesmo em nosso convívio social adjacente.

Produtos que trabalhamos:

Produtos Mahogany: uma linha de produtos cosméticos que temos satisfação em trabalhar por suas atrativas qualidades tornando o astral de seu dia, e daqueles que estão em seu meio, mais feliz;




e outras linhas de cosméticos como (Hinode, Boticário, etc)

Produtos Handara: uma linha de confecção que oferece excelência na área, conforto e o prazer de vestir-se bem;




Depósito J. Trindade: oferecendo materiais de construção e contribuindo com a satisfação de seu bem estar;

Serviços que desenvolvemos:

Como profissional do setor pedagógico com habilidades em matemática, além de atuar como funcionário público da rede estadual e serviços particulares em diversas faculdades, mantemos a prestação de serviços particulares(aulas particulares) na Academia Galileu.



Convívio social:

Tufimel (Mel de Tufilândia): um hobbie prazeroso e que produz produtos inquestionáveis como o mel, considerado de natureza real pelas suas qualidades. Brevemente, teremos a oportunidade de publicar nosso trabalho envolvendo a invejável cultura das abelhas(Apicultura).

Construções de todo o Grupo Trindade: onde passamos boa parte do tempo em contato com nossos colaboradores da área da construção civil;

IFMA Santa Inês e outras instituições: onde desenvolvemos e socializamos nossas competências e habilidades acadêmicas em matemática, engenharia civil e outras áreas afins;

NTE - Núcleo de Tecnologias Educacionais de Santa Inês e URE - Unidade Regional de Educação de Santa Inês onde realizamos nossos serviços como funcionário público da rede estadual de ensino do Maranhão.


Independente de alguma relação comercial, ou laço de convivência, desejamos a todos o conforto e a sensação de cumplicidade imbuídos do espírito de paz, confraternização e altruísmo emanado no período natalino e manifestar nossos desejos fraternos de um futuro cada vez melhor.



Feliz ano novo. Feliz 2017
Votos de Jeofton Trindade e família.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Pimenta



Segundo a literatura, as pimentas variam entre 20 e 30 espécies e das quais apenas 5 são domesticadas. São originárias das Américas do sul e central e constam serem conhecidas a mais de 7000 anos a. C., apontando entre as primeiras plantas a serem domesticadas. Grosseiramente, os ameríndios a utilizavam para tornar a ingestão de carnes e cereais mais atraentes.

A introdução da espécie nos hábitos e costumes alimentares dos europeus, asiáticos e africanos só aconteceu após o descobrimento das Américas, onde os descobridores associaram a ardência de algumas amostras à conhecida pimenta preta(pimenta do reino) já velha conhecida e sua chegada nos demais continentes foi rapidamente absorvido pelo setor de alimentos, principalmente nas regiões das Filipinas, Índia, Coréia, China e Japão, onde foram incorporadas à culinária dessas regiões quase instantaneamente.

Possuíam, também, a função de preservar os alimentos da contaminação por bactérias e fungos, contribuindo para a saúde, a longevidade e a manutenção da capacidade produtiva daquela gente. Seu emprego tornou-se característico da culinária da América Tropical.

Os registros históricos de suas origens conferem às regiões do Peru, Bolívia e México onde os índios, astecas e maias deixaram vestígios de muitos hábitos de consumo com finalidades medicativas e/ou alimentares. Os próprios fazendeiros astecas desenvolveram diversas variedades.

As pimentas devem ser classificadas pelas flores e não pelos frutos e sofrem variações de acordo com o clima da região do seu cultivo.



 Vale ressaltar as ações metabólicas da pimenta, descrita na Wikipédia:

"A ação da pimenta e seus efeitos no metabolismo humano acontecem da seguinte forma: quando uma pessoa ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina estimula os receptores sensíveis existentes na língua e na boca. Ao serem atingidos quimicamente por tais substâncias, esses receptores nervosos transmitem ao cérebro uma mensagem informando que a sua boca estaria sofrendo queimaduras. Imediatamente o cérebro gera uma resposta ordenando ações no sentido de salvá-lo do suposto fogo e, com isso, vários agentes entram em cena para refrescá-lo: a pessoa começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação de que sua boca estaria pegando fogo, começa a fabricar endorfinas que permanecem por um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar.

Além da coloração intensa e dos sabores picantes, associados aos caprichos e à sedução, a pimenta historicamente tem sido considerada como um suposto afrodisíaco. Já no século XVI era proibida aos jovens sob a suspeita de estimular a sensualidade. Mas tudo isso surpreendentemente pode ter fundamentos razoáveis, uma vez que a capsaicina, ao provocar o aumento dos níveis de endorfina, faz com que o sistema nervoso central responda com uma agradável sensação de prazer e bem-estar, além de elevar a temperatura corporal e ruborizar a face, condições propícias ao afloramento espontâneo da sensualidade."

As pimentas contêm mais vitamina A que qualquer outra planta e são excelentes fontes de vitamina C e B, como  também quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos. Mas as pessoas não consomem pimenta pelas suas vitaminas ou minerais e sim por ser aromática e picante.

Em recentes estudos, cientistas ingleses e japoneses  concluíram que incluindo uma pequena quantidade de pimenta às refeições,  o organismo queima 25 % a mais de calorias por dia. As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo e este  efeito térmico faz com que aproximadamente 6  gramas de pimenta queimem cerca de 45 calorias.

O que confere o sabor e a ardência às pimentas são compostos químicos, principalmente a piperina e a capsaicina, encontrados em maior quantidade na parte externa dos frutos, muito pouco internamente e nada nas sementes.

Outra descoberta recente é que a capsaicina tem efeito anticancerígeno. As propriedades terapêuticas da pimenta é conhecida desde a Antiguidade. Hipócrates (460-377 a.C) já prescrevia a pimenta  para combater doenças estomacais.

As pimentas vermelhas são superiores em sabor às verdes. Toda pimenta muda de cor no processo de sua maturação, indo do verde para outra matiz, principalmente o amarelo e o vermelho.

Algumas propriedades tratadas no site Pimenta Murupi:

  • Rica em vitamina A, B1, B2, C, E e niacina
  • Tem propriedades analgésicas e energéticas
  • Reduz a formação de coágulos no sangue e é vasodilatadora
  • Atua no cérebro estimulando a produção de endorfina, hormonio que produz a sensação de bem estar
  • A capsaicina tem ação antioxidante, antiinflamatório e anti-câncer
  • A capsaicina adicionada à dieta pode reduzir o desejo de comer, sendo benéfico ao tratamento da obesidade


As pimentas devem ser classificadas pelas flores e não pelos frutos e sofrem variações de acordo com o clima da região do seu cultivo. Tornaram-se muito apreciadas por diversas funções e finalidades, entre elas a função ornamental das pimenteiras que conquistaram um público de apreciadores por sua variedade de cores atrativas.

Atualmente, estou cultivando uma espécie de pimenteira de mesa. Seu porte é muito pequeno, permitindo disponibilizá-las de acordo com os interesses e bom gosto pessoal, sugestivamente sobre mesas para consumo e apreciação. Conforme sugestões de especialistas, destacamos algumas atitudes bastante sensatas e preventivas, como o descarte da primeira safra, pois os fornecedores, geralmente, usam agrotóxicos que ficam depositados sobre os frutos.

Conclusões da postagem de Maurício Félix em "Pimentas ornamentais - comestíveis ou não":
  1. Pimentas produzidas como ornamentais correm o risco de conter elevados índices de agrotóxicos. A primeira safra não deve ser comida;
  2. para evitar que a planta morra os frutos devem ser retirados, assim que mostrar sinais de que a planta está enfraquecendo;
  3. nunca se deve comer algo que não se conhece, mesmo pimenta; 
  4. nomes de plantas são muito subjetivos.






Referências:

http://www.pimentasonline.com/pimentopedia/historia-e-origem-da-pimenta

https://pimentadojamal.com.br/a-historia-da-pimenta/

http://bomsabor.com.br/blog/historia-e-origem-da-pimenta/

http://confrariadapimenta.com/a-historia-da-pimenta-no-mundo/

http://www.molhosabia.com.br/blog/origem-e-historia-da-pimenta/

http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-pimenta.html

http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-pimenta.html

http://pimentamurupi.com.br/a-historia-da-pimenta/

http://www.novojardim.com/006pimentas-ornamentais-comestiveis-ou-nao/

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Som automotivo

Som automotivo agora, só de forma particular ou em locais apropriados para competições. Som ambiente, só para os condutores do próprio veículo, aqueles que estão desejando ouvir de fato, sem estender aos demais e que não manifestaram nenhum interesse em ouvir.


MINISTÉRIO DAS CIDADES

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO

DOU de 21/10/2016 (nº 203, Seção 1, pág. 30)



Regulamenta a fiscalização de sons produzidos por equipamentos utilizados em veículos, a que se refere o art. 228, do Código de Trânsito Brasileiro - CTB.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, no uso da competência que lhe confere o artigo 12, inciso I, da lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, e nos termos do disposto no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito;

considerando as dificuldades de aplicabilidade operacional da fiscalização da infração do art. 228 do CTB, no rito definido pela legislação vigente e, em decorrência disso, a crescente impunidade dos infratores;

considerando o que consta do Processo Administrativo 80000.008618/2013-80, resolve:

Art. 1º - Fica proibida a utilização, em veículos de qualquer espécie, de equipamento que produza som audível pelo lado externo, independentemente do volume ou freqüência, que perturbe o sossego público, nas vias terrestres abertas à circulação.

Parágrafo único - O agente de trânsito deverá registrar, no campo de observações do auto de infração, a forma de constatação do fato gerador da infração.

Art. 2º - Excetuam-se do disposto no artigo 1º desta Resolução os ruídos produzidos por:

I - buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha-à-ré, sirenes, pelo motor e demais componentes obrigatórios do próprio veículo,

lI - veículos prestadores de serviço com emissão sonora de publicidade, divulgação, entretenimento e comunicação, desde que estejam portando autorização emitida pelo órgão ou entidade local competente, e

III - veículos de competição e os de entretenimento público, somente nos locais de competição ou de apresentação devidamente estabelecidos e permitidos pelas autoridades competentes.

Art. 3º - A inobservância do disposto nesta Resolução constitui infração de trânsito prevista no artigo 228 do CTB.

Art. 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º - Fica revogada a Resolução do Contran nº 204, de 20 de outubro de 2006.

ELMER COELHO VICENZI - Presidente do Conselho

PEDRO DE SOUZA DA SILVA - p/ Ministério da Justiça e Cidadania

ALEXANDRE EUZÉBIO DE MORAIS - p/ Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

DJAILSON DANTAS DE MEDEIROS - p/ Ministério da Educação

OLAVO DE ANDRADE LIMA NETO - p/ Ministério das Cidades

NOBORU OFUGI - p/ Agência Nacional de Transportes Terrestre
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Multa para som automotivo perturbador

Motoristas que costumam ouvir som no carro muito alto estarão sujeitos à perda de cinco pontos na carteira e a multa de R$ 127,69. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou ontem, quarta-feira, uma resolução que determina a autuação do condutor que for pego com som automotivo que possa ser ouvido do lado de fora do veículo.

Pela Resolução nº 624, a infração, considerada grave, independe do volume e da frequência do som. A medida só exclui ruídos produzidos por buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha-a-ré, sirenes pelo motor e outros componentes obrigatórios do próprio veículo. Também não estarão sujeitas às penalidades as emissões sonoras de publicidade, divulgação ou entretenimento público previamente autorizados.
A regra entrará em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU), que ainda não tem prazo para ser feita.