quinta-feira, 9 de março de 2017
segunda-feira, 6 de março de 2017
Evolução do direito ao voto - 2
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| Fonte da imagem: http://www.copopular.com.br/politica/id-141550/_a_reeleicao_promove_a_corrupcao_e_traz_abusos_de_poder_politico_e_economico___avaliam_especialistas |
A evolução do voto, estendendo o universo de eleitores ao longo do tempo, revela uma tentativa eficaz quando produz, a cada progressiva mudança, a falsa sensação de valorização do povo. A história mostra que isto ocorreu de forma progressiva, parcelada, incluindo cada vez mais uma nova classe de eleitores, como uma tentativa de conter os ânimos, reduzindo numericamente as pressões e deixando sempre uma parte do público desassistida, enfraquecida, para as eventuais e estratégicas ações futuras. Isso produzia um efeito temporário de contentamento de curto prazo ou até que a classe desfavorecida se apropriasse do novo contexto de falsas impressões e consequente realimentação do desconforto. Salientamos que as manobras eleitoreiras não se resumem a estas meras explicações das quais destacamos também as conveniências da inclusão ou exclusão desta ou daquela classe mais vulnerável, agindo favorável ao grupo dominante em cada época.
Não é
ampliar ou reduzir o universo de eleitores que resolve a situação,
embora seja importante envolver o povo, sem discriminação. É
sobretudo, de opção que o povo precisa, de ter candidatos
responsáveis, compromissados e competentes, e não é isto que temos
visto. Dessa forma, não podemos justificar as péssimas escolhas
responsabilizando o povo por não saber votar, mas por não ter
opções e o que vivenciamos seja sempre a demonstração do descaso,
do descompromisso com o povo e suas necessidades assistenciais, até
mesmo as mais básicas como a saúde são relegadas ao descaso.
Devemos
questionar sim, as atuações do povo na escolha dos futuros
candidatos, investigando a sua carreira social, o comportamento
altruísta, suas competências pertinentes a gestão e seus histórico
criminal. Devemos cobrar a atuação dos órgãos competentes
colaborando imparcialmente com a pré candidatura excluindo aqueles
com um histórico criminal comprometedor, etc. Devemos exigir
urgentemente, uma reforma eleitoral efetiva e isenta de manobras
persuasivas, permitindo ao povo a pré escolha, ou indicação, dos
candidatos e dessa forma poder contar com REAIS opções de voto,
paradoxalmente, contrariando a nossa situação atual de ausência de
opção e onde surpreendentemente boa parte vota no menos pior,
superando na maioria da vezes, os votos egocêntricos e interesseiros,
e inevitavelmente sofrendo os males das escolhas em sua falta de
opção.
O mundo
está mais acelerado e, indiferentemente, as consequências das
péssimas atuações dos gestores produzem efeitos mais imediatos,
principalmente, quando posterior aos sucessivos e incompetentes paliativos dos gestores antecessores, ou do atual gestor que perdura
por eternos 4 anos de mandato. Eternos porque a vida está mais
acelerada e produz efeitos mais rápidos. Evidentemente, os efeitos
drásticos são mais doloridos e enfáticos.
Embora a
insatisfação seja mais nítida nos últimos tempos, pois temos
vivenciado ações jurídicas impeditivas com mais frequência,
convenientemente demoradas, no máximo oscilamos entre o ruim e o
pior. Muitas vezes, ações jurídicas de efeito temporário em que o
desconforto da instabilidade é reveladora de negligência e
compartilhada com o povo.
Esta é
uma campanha educativa e não isenta o povo de seus compromissos com
a melhor decisão entre alguns, futuros, bons candidatos e por sorte
aqueles eleitores mais sensatos ainda constituem a maioria em um
mundo onde a banalização dos comportamentos indesejados são
evidenciadas na mídia e superiormente mais atraentes aos
espectadores em detrimento dos exemplos de competência,
solidariedade e cidadania.
Um gestor
competente transmite segurança pela confiança creditada às sua
habilidades reconhecidas ou conquistadas com a eficiência de suas
ações.
A nítida
superioridade dos bons administradores em detrimento das
incompetências e as deficiências se revelam instantaneamente ou em
prazos muito curtos.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
História concisa do Brasil
Hoje, 17 de fevereiro de 2017, conclui a leitura
de História concisa do Brasil de Boris Fausto(3.ed, São Paulo,
Editora da USP, 2015), após a leitura de 1808 de Laurentino Gomes.
O título, por si só,
dispensa boa parte de comentários. No entanto, ressaltamos os
comentários em relação às características da atual população
brasileira quando diz: “O país vive hoje o que se chama de janela
de oportunidade demográfica, que deve se fechar em 2030. A taxa de
crescimento da população brasileira desacelerou rapidamente nas
últimas duas décadas, e sua composição etária está mudando
velozmente: cresce a proporção de adultos em relação à de
crianças; a de idosos também aumenta, mas em velocidade menor que a
dos adultos em idade ativa, Enquanto durar esse processo, o Brasil
viverá o mais auspicioso período para gerar maior riqueza – e
melhor distribuí-la. Para aproveitar essa oportunidade, falta ao
país aumentar sua taxa de investimento em capital físico e em
capital humano.” Atualmente, vivemos algumas consequências do que
foi abordado por Boris Fausto, enfrentando os abusos das regras
impostas ao novo modelo previdenciário.
Os comentários do
autor também nos remete às observações quanto às cobranças
abusivas a que submetem a população majoritária, paradoxalmente
contrastando com as justificativas que fundamentam tais abusos com os
reais destinos dos recursos oriundos das explorações, como é o
caso da polêmica poupança forçada do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço – FGTS.
As conclusões também
apontam a desgastante impressão sobre as elevadas taxas tributárias
e seu despezível retorno social, bem como suas consequências obvias
do desequilíbrio entre as vultuosas arrecadações e suas reais e
insignificantes aplicações, como por exemplo a ausência de
investimento em capital humano que atenda as exigências comerciais de
mão de obra qualificada no país, entre outras.
A abordagem que o autor
adota, trata de temas como: a evolução do direito ao voto, o
processo de abolição do sistema de escravatura, etc, obedecendo a
ordem cronológica do contexto histórico brasileiro.
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| Próxima leitura: "Pais brilhantes, professores fascinantes." |
A leitura integral é
um ambiente fértil aos inquietos observadores das históricas ações
governamentais que contrastam os planos, metas, programas, com seus
objetivos, independente do sistema político adotado, com a
efetivação dos mesmos, sempre em detrimento da exploração de seu
povo com ênfase nas classes menos favorecidas.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
Afrocentricidade
Em princípio, gostaríamos de salientar que esta síntese está restrita ao "Afrocentrinsmo" de Reiland Rabaka e "Conexões da diáspora africana: uma resposta aos críticos da afrocentricidade" de Mark Christian.
O autor, auto referencia-se e esforça-se ao propósito de distinguir a Filosofia Africana da Teoria crítica africana.
"... a que eu humildemente criei e denominei teoria crítica Africana." (Reiland Rabaka)
Em sua fundamentação, destaca um conjunto de intelectuais radicais em favor da defesa da cultura negra Africana e de toda diáspora africana. Inatingíveis, seguem intocáveis como ávidos revolucionários e ativistas, como deve se comportar o seleto grupo de afrocentristas, pois assim descrevem ... a afrocentricidade se constrói sobre o pensamento e a prática de muitos intelectuais ativistas. (vários teóricos).
"Tem raízes profundas no radicalismo negro das eras 1960, inspirando-se em teóricos ativistas sociais e políticos dos Direitos civis e do poder negro." (p.130)
Comporta-se como uma sociedade blindada pois "... os africanos devem deixar de olhar e imitar os europeus e seus costumes." (p.132)
Como descreve W.E.B. Du Bois (1973, p. 144) "Os povos da africa e da diáspora africana tem uma grande mensagem que são: os métodos desenvolvidos para enfrentar a escravidão e lutar contra o preconceito, e não esquecê-lo para que sirvam de instrução a nós e aos outros."
Reflexão:
A mesma história que resgata nossas raízes, valores, costumes, tradições, não nos poupa das passagens sórdidas reveladas em várias ações da história da humanidade, entre elas a escravidão de negros, índios e outros povos vulneráveis em cada época e lugar geográfico sempre atendendo aos interesses econômicos convenientemente indissociáveis do poder e ambição, suprimindo, entre tantos outros valores, os desejos sociais, políticos e espirituais Africanas. Tomamos o legado negro como exemplo, por sua inegável e incomparável passagem desumana que a escravidão e a segregação os relegaram. Contudo, muitos prendem-se aos fatos passados ao ponto de mascarar o sofrimento da subordinação às exigências sufocantes dos diversos interesses atuais. A enorme carga tributária justificada pela necessidade comporta-se como um verdadeiro paradoxo frente ao desrespeitoso retorno. Vivemos sufocados ao ponto de muitos não resistirem aos convidativos e inevitáveis comportamentos criminalmente reprimidos tornando numericamente comuns as práticas corruptivas. Essas mazelas da humanidade age indiferente ao credo, raça e sexo, mantendo-nos desprezíveis escravos dos sistemas políticos a muito falíveis e desumanos. A dedicação aos estudos sobre os preconceitos é indiscutível, sobretudo quando não privilegia ou desvaloriza outrem no espaço e no tempo.
Seja qual for a linha filosófica, o respeito age inquestionável, indispensável e se mantem acima de qualquer visão demagoga.
Link da trilha sonora utilizada na apresentação do tema: https://www.youtube.com/watch?v=8N18afUuOKc
Palávras: diáspora, escravidão, afrocentricidade, origem e ascendência africana,
Diáspora - dispersão de povo em consequência de preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Arquiteturas
Reflexões
Dos estilos literários que me atraem, os que são baseados em fatos históricos despertam mais atenção. Finalizei o ano de 2016 concluindo a leitura do livro 1808 do repórter e escritor paranaense, Laurentino Gomes. Esta obra trata da fuga do rei D. João VI ao Brasil no período das investidas de Napoleão Bonaparte.
Ultimamente, tenho despertado especial atenção às passagens que dizem respeito a arquitetura, de alguma forma, presente nos respectivos períodos históricos e me intriga os comentários depreciativos proferidos aos estilos e modelos arquitetônicos ou ao aspecto das mobílias e suas disposições independentes ou compondo uma decoração que, por não atender aos gostos particulares descritas em algumas críticas, se propagam ganhando atenção dos leitores. Por vezes, temos alguma sorte de constatar in loco a surpresa da decepção dos comentários enraizados, contrariando suas expectativas construídas.
As conclusões secundárias que extraímos desperta a atenção quanto ao tratamento aos gostos e interesses particulares dos clientes do setor da construção civil. Por vezes, a presença do especialista não é revelada nas características físicas da obra, mas na arte de conciliar os interesses dos clientes com as exigências salutares que uma construção deve oferecer, entre elas a aparência estética que, literalmente, proporciona um ar de conforto.
pág. 262 e 263 - comentários sobre a arquitetura do Rio de Janeiro na época da chegada da família real portuguesa ao Brasil;
pág. 195 e 196 - "...as residências cariocas tinham janelas em estilo mourisco, chamadas rôtulas ou gelósias."
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