A docência é como um vírus que se desenvolve em organismos com pretensa vocação ao magistério e sua abstinência é causa de sofrimento por consequência dos danos provocados à saúde mental.
Convidado pelo programa Pacto pela aprendizagem à tecer um relato sobre toda a vivência na docência, me dedico a redigir um tour pelas atuações pontuais, visto que jamais contemplaria integralmente os vários anos dedicados a esta atividade que não é única, mas é a de maior intensa.
Costumo destacar as inusitadas atuações e inicio pela origem das ações que configuram o papel docente quando aos nove anos de idade era sugerido pelos próprios colegas às suas mães para que os ensinassem o conteúdo das provas finais de recuperação. Neste contexto, credito o mérito às condições da época de escassez de profissionais e uma qualidade que costumo apresentar aos alunos que é a superioridade da sintonia comunicativa do colega em detrimento até da eficiência do seu professor. Este momento evolui ano a ano até que aos 13 anos detinha uma turma de reforço escolar sob a responsabilidade de minha mãe. Afinal, era indispensável a presença de um adulto para conferir ares de respeito tendo em vista que talvez os pais não imaginassem um controle de atenção e respeito à alguém da mesma faixa etária ou mais novo que seus filhos.
A época marcada pela carência de profissionais mesmo com qualquer formação superior ou potencialmente mais escasso quanto à formação de uma licenciatura especializada permitiu que atuasse como professor profissional no ensino médio imediatamente à conclusão deste, assim permanecendo até a primeira graduação em licenciatura em ciência habilitação matemática...
Daremos continuidade em breve...
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