sábado, 7 de maio de 2016

Banalização dos contextos outrora intrigantes




.


Figura 1
Analisemos como de praxe se procedem algumas informações.



Na oportunidade de falar sobre a beleza e preservação de um parque onde as pessoas costumam acampar para piqueniques ou outras visitas casuais, o entrevistado informa que apesar da existência de pessoas com comportamentos desagradáveis, isto é sujando o ambiente em todos os sentidos, existem aqueles que contribuem com a natureza e o bem estar social. Observe que, desta forma o entrevistado salienta a ação negativa em detrimento da positiva e banaliza o comportamento antes indesejável tornando comum o comentário. Isto acontece espontaneamente, sem a intenção do narrador, até em função das banalizações gerais, sobretudo nas mídias mais evidentes.



Na tv, percebemos a superioridade das notícias onde o comportamento desagradável prevalece, inclusive a atenção creditada pelos espectadores às informações que antes eram intrigantes e assim garantindo a mantenedora audiência.


Em uma recente reportagem foi mostrada a indiferença dos jogadores de futebol de beira de praia com dois cadáveres vítimas da ressaca do mar e as consequências do desabamento da ciclovia recém inaugurada atuando como única e fúnebre torcida. Percebemos a incorporação do ato, pelos jogadores, como algo comum. Não compete a mim fazer uma análise do comportamento e classificá-lo como fruto da banalização dos acontecimentos e suas evidências massivas. Mas, faço com fruto em simples percepções que já se tornaram habituais.

Figura 2

Ao se reportarem às suas profissões destacam os casos depreciativos, as reflexões que enfatizam as características negativas, as reportagens que repetem e evidenciam sempre o desrespeito das autoridades, a demonstração de incompetência dos administradores públicos, etc, vão aos poucos sendo internalizadas conduzindo-nos banalização destas características.



Figura 1: 


Figura 2:






Nenhum comentário:

Postar um comentário